".[..] Quando pensava na morte dele, o que, diga-se de passagem, não aconteceu tantas vezes assim, eu sempre pensava da forma que você tinha descrito, como se os fios dentro dele tivessem se arrebentado. Mas existem milhares de maneiras de se pensar a situação: talvez os fios se arrebentem, talvez o navio naufrague ou talvez nós sejamos relva, nossa raízes tão interdependentes que ninguém estará morto enquanto houver alguém vivo. O que quero dizer é que as metáforas não são poucas. Mas você precisa ser cuidadoso ao escolher sua metáfora, porque ela faz diferença. Se escolher os fios, significa que está imaginando um mundo no qual você pode se arrebentar de forma irreparável. Se escolher a relva, então quer dizer que todos somos interligados e que usamos esse sistema radicular não apenas para compreendermos uns aos outros, mas também para se tornarmos o outro. As metáforas têm consequências... - Gosto dos fios. Sempre gostei. Porque é exatamente assim que eu me sinto. No entanto, acho que eles fazem a dor parecer mais fatal do que realmente é. Não somos tão frágeis quanto os fios nos fariam acreditar. E gosto da relva também. Foi ela que me trouxe até você, que me ajudou a imaginá-lo como uma pessoa de verdade. Mas não somos brotos diferentes da mesma planta. Eu não consigo ser você. Você não consegue ser eu. Por mais que você imagine o outro, nunca imaginará com perfeição." - 357
sábado, 6 de dezembro de 2014
Cidades de Papel John Green
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Aqui é Aúltimapaginanãoéofim, mais uma vez. E hoje estou aqui para deixar umas citações. Fiquei na dúvida sobre qual livro escolher e acabei optando por “Cidades de Papel”, do John Green.
ResponderExcluirSejam bem vindos!
"Eu escolhi vir com você. E você me escolheu. [...] É como uma promessa. Pelo menos esta noite. Na saúde e na doença. Na alegria e na tristeza. Na riqueza e na pobreza. Até que o sol nos separe"
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